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Estes dias tem ventado muito aqui na Chapada, um vento forte e insistente que faz barulho e deixa nosso cabelo piaçava mode on. Da janela do meu quarto fico olhando a paisagem enquanto Nina cochila no meu colo. Vigio, em silêncio, a dança das árvores e sinto que essa ventania vem soprando algumas coisas dentro de mim.

Desde que me entendo por gente tenho uma certa fascinação por vento e borboleta. Demorei um tempo pra entender, mas hoje sou certa de que esses foram os primeiros ícones “paupáveis” de uma sensação que me guia nesta vida bandida, a liberadade. Minha infância foi na fazenda dos meus avós, numa cidade-ovo perto de Barbacena, onde tomei durante anos pílulas deliciosas de pé no chão, barro na roupa, corrida no mato, lombo de cavalo, brincadeira na chuva. Acho que lá também fui picada pelo mosquito bicho solto, esse que tem um veneno tão forte que corre no meu sangue até hoje. Depois de crescida, tive meus pais abrindo portas pra mim o tempo todo, me mostrando um mundo lá fora, me dando bases fortes pra sair de casa e ganhar estrada. Nessa hora adolescente, ganhei de presente uma frase que não me lembro bem de onde veio, mas dizia algo tipo “asas pra quem tem, céu pra quem o quer”. Daí em diante nunca mais larguei minha fantasia de borboleta, sendo carnaval ou não, pego carona no vento e desfilo com ela por onde for.

Se hoje paro pra pensar, percebo quantas coisas a liberadade já me tirou nessa vida. Namorados atrevidos que queriam cortar minhas assinhas, amigos que não entendiam vôos distantes, empregos que me exigiam bunda quieta na cadeira por muito tempo, dinheiro que não pagava viagens mundo afora. A liberdade é cúmplice da escolha e da coragem, pra viver e entender a danada a gente tem que sacar que coisas vão pra outras virem. E eu sou completamente a-pai-xo-na-da pela sensação de ser livre, de guiar meus passos, de fazer meus caminhos, de me deixar levar pelo vento, de seguir sem rumo, de abrir mão dos planos, de deixar o acaso falar mais alto, de correr solta, de ser leve.

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Agora a minha liberdade não é mais adolescente, ela tem família, é mais madura e responsável, mas nem por isso menor. A nossa relação de amor agora é em grupo porque me casei com outro bicho solto, porque meus filhos vivem como eu vivi a infância e podem crescer como eu: dando uma banana para a mamãe aos 15 anos e ganhando mundo com mochila nas costas (ai meu coração!).

É fato que a constância da vida adulta tenta rasgar minha fantasia de borboleta frequentemente. Mas eu, que não sou boba e osso bem duro de roer, bato de frente e pago pra ver. A maternidade foi a primeira tentativa mais séria, ouvi inúmeras vezes coisas tipo “ah, menina, agora acabou sua andança! Filho prende a gente por demais!”. Daí pensei eu “consigo” mesma: se ser mãe é algo que pode roubar minha liberdade, a tal da maternindade só pode ser tão boa ou melhor que a coisa que eu mais prezo nessa vida. Sendo assim, vamos ver pra crer, que venham as crianças! E vieram, e quando eu comecei a sentir que poderia mesmo estar com as pontas das asas quebradiças, tratei de pegar as malas e me picar com meu companheiro soltinho na vala que nem eu!

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Hoje, aqui nesse matão de meu Deus, no meio desse nada, cercada de verde, sou tão livre quanto esse vento que sopra na minha janela. Isso porque, depois de tanto tempo de casamento, saquei que a liberdade é muito maior do que o ir e vir. Ela é pra gente aqui a leveza das nossas próprias escolhas, a não culpa ou peso sobre nossos erros, a simplicidade do nosso caminho, a grandeza do nosso amor como família, a força do agora, a não preocupação com um futuro distante, o respeito à individualidade de cada um, o não enquadramento à um rótulo social do qual não gostamos, o prazer de sentir o tempo passar manso, o café com bolo e brincadeira no meio do expediente de uma terça-feira despretensiosa.

A minha fantasia de borboleta pode estar velha, amassada, com um furo aqui e outro ali.  Mas dela eu não me desfaço e é com ela que convido o vento pra dançar essa música tão boa que é a vida. Bora ser livre, minha gente!

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53 comentários em “A liberdade

  1. Esse texto chegou como um vento leve esta tarde! E me fez repensar o status quo do desejo de voltar a ser borboleta e colocar novamente a mochila nas costas. Emocionante. Emocionada.

  2. Um post melhor que o outro, eu fico me agendando e visitando diariamente aqui pra ler coisas como essas, tanta inspiração e esse post me deu mais uma ideia de vida, que vai mudar todo curso da mesma!!! ❤

  3. Seus textos são pura inspiração para mim. Eu estou tentando me libertar do meu próprio controle sobre as coisas, o futuro, o destino, o dia a dia, o apego (ah o apego…) para finalmente poder me sentir livre. A liberdade é uma grande questão na minha vida e eu estou tentando com muito esforço fazer as pazes e andar lado lado com ela.

  4. Parabéns ! De borboleta para borboleta – Sou cúmplice dos teus voos e de tuas escolhas que o vento já há muito vem moldando. O blog ta lindo, as fotos também …. Siga compartilhando para inspirar outras lagartas e lagartos.

  5. Aqui estou eu de novo, encantada com as fotos, e com o texto. Que alegria é ver alguém com borboletas nos pés, no coração…a borboleta tem voo leve, dançarino, não faz cerimonia em um único lugar, vai caminhando por aí, plantando outras flores e descobrindo sempre um caminho novo para continuar indo…Que alegria imensa te ler, é mesmo um presente! seu registro é um abraço que me diz: viu Nicole, é isso mesmo que tu acha, pode ir , é assim mesmo, lindo! Beijos, boa tarde pelas bandas dai!

  6. Parabéns. Você consegue transmitir em seu texto essa leveza que escolheu para a vida.

    Eu não tenho esse espírito tão livre, embora sempre fui encantada pelas borboletas.
    De vez em quando, me arrisco a dar uns voos pegando carona nas asas de uma pipa.
    Sinto a liberdade de voar, ainda sem tirar os pés do chão.

  7. Nossa……
    vc escreveu o que eu estava sentindo hj…
    Estou desempregada e caminho todos os dias na praia, na beira do ma, ouvindo as ondas, falando comigo e com Deus.
    Hj de repente sai da beira da água, pois as lágrimas não paravam de correr, então fui para areia fofa que quase não tem ninguém.
    E pensei na vida, e na minha liberdade q perdi (pois sem emprego, sem dinheiro, sou “obrigada” a aguentar/escutar/não opinar…
    Como diz o Lulu Santos: “… às vezes eu me sinto uma mola encolhida”….
    Seu texto me animou.
    Levantou o meu astral.
    Voltei a ter forças, para colar minhas asas que estão completamente quebradas.
    Vai dar trabalho pois minha asa se quebrou em zilhões de pedacinhos.
    Mas não interessa. Vou colar um por um.
    E nem que leve mil anos, quando minha asa estiver reconstituída, alçarei o vôo mais longo da minha vida. Pode apostar.
    bjs e fica com Deus !

  8. Ah, que delícia de texto!
    Compartilho essa paixonite pelo vento… e, antes de ler suas palavras, não tinha feito a ligação. Acho que você me fez perceber que também sou um apaixonado pela liberdade. Porque também cresci com pílulas de pé no chão, de roupa suja de terra, de deitar no asfalto depois da brincadeira na rua.
    😀

  9. Estou bem no rumo de quando seu 1°nasceu viu… Eu e meu pequeno sozinhos e quase me perco de solidão… Mas ainda vou garrar a liberdade desse jeito ai. Alias, é a minha maior meta nesses dias.
    Seus textos são incríveis, passo pelo seu blog constantemente pra ver se saiu algo novo. É de uma leveza… Assuntos tão pesados que você torna só seus e decifra do começo ao fim.
    Adoro seu blog, beijos.

  10. Lindo texto..
    Você é uma mulher sensacional e admirável! Parabéns pela força, desejo que ela nunca te falte.
    Muito amor pra você e sua família maravilhosa!

  11. diariamente visito seu blog à espera de novas atualizações, pois sei que vem chumbo grosso pela frente, de tanta vida e verdade que suas palavras carregam. lendo-as, me encontro com as minhas, apesar das escolhas diferentes que fiz em relação a você, mas tão carne dura quanto as suas. a clarice lispector tem uma frase que carrego vida adentro e acho que vc pode gostar: “liberdade é pouco. O que desejo ainda não tem nome”. beijo grande

  12. Eu A-MEI esse texto! Isso porque sou “bicho solto” desde pequena também e morro de medo de alguém, ou outras circunstâncias da vida, tentarem quebrar minhas asas. O medo era tanto que virei comissária. rsrs. Li seu blog hoje pela primeira vez e tô sem tempo de ler mais textos, mas saiba que vou sempre voltar por aqui! Deus abençoe você e sua família!

  13. Adoro ler os comentários aqui no seu blog porque todo mundo se sente tão inspirado pelas tuas postagens que vem aqui e abre o coração também. =P
    A cada dia cresce uma vontade dentro de mim de quebrar com esse paradigma e de pular fora desse sistema. Não sei que rumo vou tomar mas parece que vai ser um caminho bem diferente do que sempre imaginei. Só que não é tão fácil né? O sistema é todo arquitetado pra gerar o medo nas pessoas e pra dificultar essa passagem pra uma outra forma de viver. Queria saber mais do cotidiano de vocês aí na chapada. Coisas do tipo: vocês vivem só do que vocês plantam? Vocês vendem algo ou geram dinheiro de alguma forma? Vocês precisam de dinheiro? =P
    Sei que são coisas que são até difíceis de encaixar nas suas postagens, que são mais focadas nos sentimentos, nas sensações, nos pensamentos. Mas se você pudesse passar um pouco dessa parte mais prática também poderia ser de grande ajuda pra outras pessoas que estão arquitetando esse plano de mudança pra ser livre também!
    Beijos pra vocês.

    1. Ei, Flavio! Tenho recebido muitas mensagens com as mesmas perguntas que vc fez aqui, então prometo um próximo posts com as respostas, ok? Muito obrigada pelo carinho e força na peruca pra dar esse passo além da zona de conforto! beijo!

  14. Manu,
    Sempre fico tão encantada a cada post e foto de vocês! Fico totalmente sensibilizada. Ainda mais por conhecer vocês. Fico me perguntando o que estou fazendo aqui nessa selva de pedras, com essa vida corrida? O que quero pra mim e pro filho que um dia vou ter? Já me aflige o que deixarei pra ele. Dá vontade de fincar o pé aí ao seu lado nessas terras mágicas da Chapada. Enquanto não tenho respostas, ficarei aqui te acompanhando a distância e me sentindo parte da família. Beijo a todos. Flávia (da Dona Albertina)

    1. Oh Flavinha, que coisa boa “ver” vc por aqui! Bom saber que compartilha desse sentimento de uma vida mais simples e feliz, a gente torce pra que seja um futuro bem próximo! beijos em vc e obrigada pela mensagem cheia de carinho!

  15. Que sorriso que to agora, acabei de ler o blog inteiro e me achei demais no meio de tanta coisa linda, parabéns por tudo, pela família, pela liberdade, pela coragem. E muito obrigada pela inspiração! Muitos beijos e muito amor!

  16. Toda vez que leio algo teu penso como a gente morre de vergonha de se emocionar em público, né?! Que bobagem… voar, ser livre, se emocionar…a gente aqui vive tão “regrado” de viver isso! =/ Vc passa isso: se emocionar é bonito, chorar é bonito… pq não tem como ler e não dar aquela suspirada, sabe?! Com os olhos mareados…”opa, foi um cisco…” heheheh
    Pois bem…muita saúde pra vocês tocarem a vida maravilhosa que escolheram. E pfv, continue nos emocionando. 🙂

  17. Não dá para passar sem comentar!!
    Suas palavras são contagiantes, fluem com doçura como o vento!
    Lindo, lindo, lindo!
    Beijos,
    Olívia

  18. Lindo! Me identifiquei nas suas palavras. Inspirador! Também sou assim, mas me custa muito “lutar” contra a sociedade. Tinha um trabalho full time, com plano de saúde, férias e tudo mais, odiável. E acabei de perdê-lo. Se estou feliz? Muito! Sem grana, mas feliz. Pronta pra novos desafios

  19. Oi! Adorei todos seus posts, mas esse aqui me fez sentir exatamente como eu quero isso para mim. acabei de comprar um terreno no Capão. Onde vcs estão aí na chapada? Espero em breve viver isso aí! Abraço!

  20. Todas as vezes que leio algum post seu meu coração estremesse. Com esse não foi diferente! Me identifico muito com vc, mas ainda não me organizei direito mentalmente. Ainda quero ter o ritmo de vida que vcs levam aí, não quero ter a sensação de “correr atras do rabo” . Vc transmite muita paz e felicidade!

  21. Minha frase de sempre era “criei meus filhos para o mundo, voe passarinho” dizia minha mãe, criado na roça onde construia meus carrinhos com rodas de lobeiras, ora de marmeladas, alcei vôos para as as torres de concreto, onde as garras são invisíveis más te prendem como visgo de resina… haaaaa se tivesse entendido para onde deveria ser vôo certo.
    Hoje, estou de volta, não completamente, saí de Goiânia e estou em uma cidadezinha com 45 mil habitantes, no interior do Mato Grosso do Sul. BREVE PARA MEU SITIO.

    obrigado por compartilhar tanta beleza, deu vonrade de conhecê-los. ME FEZ IR ÁS LÁGRIMAS E ENTENDER MAIS AGORA A FELICIDADE DE MINHA MÃE.

    obrigado, obrigado.

  22. Você fala/escreve o que as pessoas querem ouvir,sonham em fazer e em ser.é como um conto de fadas,que agente lê no livro e fica se imaginando no lugar da princesa…só que de uma forma bem real,em lugar de fantasia e beijo de príncipe..a maioria das pessoas só querem se libertar das prisões que as faz escravas,como o dinheiro,as 8h diárias dedicadas a um salário mínimo vergonhoso ao final do mês.Enfim,vc representa a liberdade pra a maioria das pessoas que te seguem.Liberdade é um exercício diário..de resistência,principalmente ao excesso de consumo,que é onde começa tudo.

  23. ♫Eu queria ter na vida simplesmente
    Um lugar de mato verde
    Pra plantar e pra colher
    Ter uma casinha branca de varanda
    Um quintal e uma janela
    Para ver o sol nascer♪

  24. Parei aqui por um acaso… Mas ja me sinto completamente fisgada, muito pela forma poetica que vc escreve, mas tb por compartilhar esse sentimento de viver a vida que eu quero.
    Acabei de me mudar – eu, marido e filho pequeno – pros Euas ( o que parece uma contradiçao) em busca de uma qualidade de vida perdida. Meu marido foi aceito num mestrado e viemos com a cara e a coragem viver um sonho de mais horas compartilhadas em familia, maior contato com a natureza e criar nosso filho com valores diferentes do que estamos vendo por ai. Aqui moramos numa cidade pequena, rodeada de natureza! A saudade eh grande, mas passadoo primeiro mes de mudanca, parece ter sido uma decisao acertada, e olha que eu sempre fui mais lagarta que borboleta.

  25. Do tempo que comecei a acompanhar vocês e ler os textos postados, esse me caiu como um luva macia e deliciosa. Cada palavra desse texto foi me compreendendo e me alimentando, aumentado o meu desenho de libertar a minha “borboleta”. Feliz são vocês que possuem a grandeza do amor e da força da mãe da natureza regendo e cuidando desse vínculo tão lindo! Chapada é meu destino desse final de ano (planos para que isso aconteça) e a cada texto relatando a experiência de vocês sinto que esse é o lugar que devo ir. Que maravilha de vida, quero pra mim! *-*

  26. Desde que descobri o seu blog venho almejando a idéia de deixar de ser uma largata e virar uma borboleta. Espero ser uma tão linda quando você!

    Paz e luz pra você, minha linda. Que sua vida continue nesse fluxo maravilhoso e que Deus continue abençoando essa família maravilhosa! ❤

  27. Releio esse texto sempre. Quando me sinto perdida, presa, sem esperança no que vem pela frente. Você é foda, Manu. Consegue colocar em palavras o que tenho no meu coração. Ser livre (vontade/tentativa) é que me faz seguir em frente, é o que é gostoso na vida. Estou em tentativa de fuga das amarras e rótulos da sociedade, percebo que estou bem longe de conseguir esse nível de desprendimento que você tem, porém a minha esperança é que um dia alcançarei. Serei mais feliz e realizada, com toda certeza.
    Um abraço gigante para vocês quatro. Muito amor e liberdade para nós!

  28. Tenho sentido um incomodo gigantesco com esse modelo de vida urbana, uma necessidade de estar junto a natureza e viver de maneira mais tranquila, menos competitiva. Ando pensando nas coisas que quero ensinar as minhas filhas, e, com toda certeza do mundo não são as que vivenciamos nessa loucura atual…Ando sonhando com uma vida simples, em contato com gente de verdade. Mas, no momento são só pensamentos, pensamentos estes que ganham uma força gigantesca quando leio um texto tão profundo, no qual neste momento da minha vida me identifico profundamente.
    Estou começando a soltar as amarras da minha mente em relação a este modelo de vida urbana e já sinto uma pontinha de alegria, somente pela possibilidade de, de fato VIVER.
    Não porque a grama do vizinho é sempre mais bonita que a nossa, mas porque quero ter tempo para cuidar e admirar minha própria grama…espero que em algum tempo se torne um projeto de vida, que em breve seja uma celebração de uma nova etapa.

  29. Depois de um dia com a cabeça cheia de coisas, sem conseguir brecar o pensamento, sem conseguir respirar me vem uma coisa linda assim… Tem dia que as palavras certas surgem nas horas certas, hoje foi um dia desses. Gratidão por compartilharem momentos tão lindos e especiais, que muitos outros aconteçam e que a vida sempre nos mostre que viver é sim lindo. ❤

  30. Vi uma reportagem sobre a experiência de vcs numa revista, em um consultório, por acaso. Me encantei! Guardei na cabeça o nome do blog para um dia achar vcs na net! Hj achei! E logo com este texto lindo sobre liberdade! Muito inspirador neste início de ano! Me impulsiona a tirar as minhas asas de borboleta da gaveta e usá-las muito este ano: fazer um curso de violão, viajar com minhas flores, voltar a estudar (parei há 8 anos, quando tive minha primeira filha)(deixei que a maternidade, o casamento, a falta de grana cortassem minhas asas, mas eu sinto que elas cresceram e querem movimento)!
    A experiência de vcs é muito bonita. Eu cresci na roça, subindo em pé de manga, de jabuticaba e muito mais, banhando no rio, pisando na terra, brincando na terra . . . Hj moro na cidade de Anápolis-Go e tento proporcionar às minhas duas filhas o maior contato com a terra: crio galinhas e cachorro (gosto mais das galinhas) e tenho vários pés de frutas no nosso quintal e deixo elas à vontade. Sempre que dá volto pra roça (Lagolândia – Pirenopólis – GO) pra receber a energia da Terra e minhas filhas e meu marido (urbano) já aprenderam que essa energia é a melhor!!
    Feliz ano novo”

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