Os (re) encontros

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Esse tal de universo, que é maior do que eu sei, inclusive em sua generosidade comigo, tem me trazido momentos de muita clareza e entendimento nos últimos meses. Sinto como se, a partir de um determinado ponto na linha do meu tempo, um grande portal mágico tivesse se aberto em meu peito e me levado para um lugar de conexões e beleza que meu vocabulário mequetrefe não dá conta de codificar. Por um momento entrei na pira de explicar tudo, de questionar, de buscar entender que chave tinha mudado tudo na minha percepção, que diabos tinha ligado a tomada da minha conexão com o universo inteiro. Bati a cabeça na parede e caí pra dentro do peito, onde as coisas estavam bem claras e resolvidas.

Tudo muito simples e, quanto mais simples, mais encanto. A cortina de névoa que cobria tudo evaporou e a clareza me atropelou deixando a vida mais cheia de verdade e gratidão ainda. Nós somos o universo, eu sou o universo que vibra amor puro e verdadeiro, eu e você somos um o reflexo do outro, nós somos uma unidade dentro da força maior, a natureza que vejo aqui fora é espelho da minha aqui dentro e vice-versa, a consciência da transformação é universal e coletiva, viajar pra dentro é uma constância que me tira do lugar comum e me empurra pro movimento, quanto mais eu descubro sobre mim mais eu entendo e me dôo pro outro, a vida é agora e merece ser compartilhada, esse despertar coletivo de uma unidade transformadora me dá vontade de chorar de emoção, a força desse despertar pode carregar um mundo nas costas e ainda sorrir nas subidas em 90 graus, eu me nego bravamente a ignorar os mais sutis sinais e conexões que o universo decida me trazer, sejam eles bons ou ruins, queira ou não minha capacidade de aceitação sobre as coisas.

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E sinto que chegar nesse “lugar” não seria possível, no meu caso, sem as trilhas caminhadas durante a vida perto, dentro da natureza. Esse sentimento traz consigo um amigo inseparável, a certeza de que euzinha aqui apenas abri uma porta, que só coloquei um pé dentro dessa bolha gigante de entendimento, que daqui pra frente a vida vai ser ainda mais montanha russa subindo em mil dimensões, descendo em mil conexões, subindo em mil percepções, descendo em mil questões, subindo em mil realidades paralelas, descendo em mil descobertas. Tô pronta e feliz por ter comprado esse bilhete, segura de que toda subida e descida desse caminho sem volta carrega a força do amor que sou e emano.

Além da natureza que me deitou no seu colo verde e sutilmente me induziu/guiou nesse movimento todo, aconteceram algumas pessoas, almas de beleza sem fim, encontros que o universo me proporcionou como quem sussurra ao pé do ouvido: “sim, a direção é esta e você não está sozinha, tem essa, essa outra e mais essa força pra somar no caminho que tu escolheste trilhar”. E depois desse surto de clareza, percebi que tudo isso já existia há tempos, talvez uma vida inteira. Mas só agora estava pronta pra reconhecer tanta grandeza, pra entender que o primeiro desses (re) encontros era comigo mesma, com este universo inteiro que eu sou/tenho/vivo, com a mulher que me habita, que honra seu sagrado feminino a cada turbulência de lua cheia no céu. Daí veio a minha conexão desde sempre inexplicável com Hugo, a potência deste amor que a gente nunca soube medir, que é um amor sem rótulo, sem gênero, comprometido unicamente com a verdade e a liberdade de ser seu agora. Esse foi o segundo (re) encontro, porque acredito ter começado em outro plano, outra vida, outro universo, sei lá!

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E mais tantas pessoas com a quais cruzei caminhos sem querer, por dias, por minutos, apenas pela internet, por uma troca de meias palavras, pelo instante de um olhar certeiro e um sorriso solto, pessoas que invadiram feito avalanche meu peito aberto e de lá nunca mais saíram. Essa gente linda que veste roupa de “novidade” na minha história nessa terra e tem andado de mãos dadas comigo, mais do que outras tantas com as quais convivi por anos. E elas me trazem ensinamentos grandiosos, abraços longos e confortantes mesmo quando meu corpo está aqui e o delas lá. São beijos, carinhos, colo, incentivo, trocas, lições, conhecimento, zelo, companheirismo e amor. Um amor que entende e respeita distâncias, que transcende espaços físicos, que se manifesta como energia azul e brilha no ar do universo inteiro. Ah, essa energia!

Sou grata, sou pura gratidão por essa consciência que se manifesta e mim. Pelo entendimento de que ainda não sei nem um terço de nada, mas que me entrego de corpo e alma pra leveza dessa escolha de me jogar pra dentro do meu ser, de sair de lá todo dia melhor, todo dia mais sedenta dessa consciência transformadora universal, tudo junto misturado agora! Sou grata aos encontros e reencontros, às pessoas que me sacodem os ombros e me encorajam em palavras e atitudes verdadeiras, à Pacha Mama que me dá sinais constantes de que somos um só corpo bailando a dança do universo. Gratidão sem fim ao Hugo, o cara que me transforma cada vez que me olha, que me abraça e faz meu corpo vibrar, que enche meu cabelo de flor a cada caminhada de fim de tarde. Sem ele essa aventura não faria sentido, é por ele e pelas crianças que cada segundo dela vale a pena.

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Termino esse devaneio interminável com a sensação de ter me embolado nas palavras e não ter conseguido manifestar metade do que esse momento representa pra mim. Mas insisto nele por acreditar que não estamos sozinhos, que um bocado de gente que me lê aqui sabe muito bem do que tô falando porque sente igual. E é bem isso mesmo, um sentimento que tende a se esparramar sem freio, sem curva, sem medo. Lá vem a era do amor, finalmente!

Ah! E mil desculpas pelo sumiço, o vento soprou forte por aqui, pegamos carona nele e estamos voando rumo à uma nova aventura. Já compartilhamos logo!

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