A Casinha do Amô – Diário do Emílio

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Hoje o Emílio, um irmão lindo que a vida nos deu de presente e que é nosso vizinho, é quem vai dar notícias daqui. Gratidão por tudo, hermano, é bonito por demais compartilhar essa vida contigo e com a sua família que a gente tanto ama!

Ah! Estamos na segunda fase da casinha, amassando muito barro com amô e alegria. Se você ainda não veio pra cá, agora é a hora! Uma festa linda tá rolando por aqui, veeeeem! Escreva pra gente no mmelofranco@gmail.com e pula pra cá!

E, se não pode estar aqui na presença mas quer contribuir de alguma forma com o projeto, corra na nossa vaquinha virtual e nos ajude a alimentar os voluntários que estão passando por aqui e botando a mão na massa! Só clicar no link abaixo, toda e qualquer ajuda é muito bem vinda!

https://www.vakinha.com.br/vaquinha/alimente-um-voluntario-da-casinha-do-amo 

“Talvez a frase mais usada nesses últimos tempos seja “Um outro mundo é possível”. Esse outro mundo vive no nosso inconsciente, e mesmo no nosso consciente, como um lugar lindo, belo e verdadeiro. Um mundo dos sonhos, com água boa para beber, comida boa para comer e amigos verdadeiros para compartilhar a vida. Falando assim é inevitável pensar: que simplicidade!

Mas essa simplicidade se esvaiu de nossas mãos e transformamos nosso sonho num grande pesadelo. Mas todo pesadelo acaba no momento que acordamos, não é mesmo?

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Pois em algum momento a vida nos colocou diante de um grande sonho. Visionários que somos, nos jogamos de peito aberto. O sonho era viver em comunidade, compartilhar a vida, os sentimentos, e também – porque não? – os projetos e os bens materiais, pois juntos, em rede, transformamos aquilo que parece tão difícil em algo bem mais simples. Mas mesmo dentro de um sonho nos deparamos com imensos desafios. Nesse caso, são padrões de comportamento que arruínam grandes projetos, ideias incríveis que se perdem no jogo do ego, do poder, do egoísmo que impera em todos nós, humanos do século XXI.

Nesse caminhar, pintou o Hugo, a Manu, o Tomé e a Nina. Identidade de alma é algo que não precisa de tempo para acontecer. Acontece assim, em um olhar, em um abraço. Chegaram na fazenda trazendo com eles exatamente isso que a gente busca e vem construindo entre altos e baixos: uma vida simples, permeada de verdade e integridade consigo mesmo, pois se existe algum lugar onde o egoísmo não é bem vindo, é aqui, nesse lugar onde muito mais vale ouvir o seu coração do que mil palavras alheias.

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Já havíamos tentado muitas formas de criar essa harmonia comunitária que transcende apenas a celebração, que é importantíssima. Mas trabalhar junto, gerar renda junto, criar as crianças juntas, todos por todos, isso é muito novo para nós, “homens brancos”. Mais erramos do que acertamos, e muitas vezes pensamos em desistir. Persistimos.

Entre outros projetos que estamos criando com o Coletivo Três da Mata, veio a construção da Casinha do Amô. Um projeto ousadíssimo. Aqui da torre do meu julgamento, olhando com os olhos presos as vivências do passado, me questionei muitas vezes onde isso iria chegar. E aqui da torre do meu coração comunitário, sedento por novidades lindas de um futuro maravilhoso, vibrei com cada passo que transformou esse projeto em realidade.

Nossa casa fica exatamente no meio do caminho entre a casa onde Hugo e Manu moram hoje com as crianças, e que está servindo de base para toda essa gente linda que tem nos visitado e ajudado, e a casa em construção. Atentamente observamos o movimento desse povo que chega, da o melhor de si e vai embora, deixando a gente cheio de amor e saudade, toda semana. O que poderia ser um incomodo, transformou-se numa extensão de nós mesmos. Sempre tem alguém passando e perguntando se precisamos de ajuda, passando para nos dar um abraço, para dar um chamego nas crianças. Viramos uma grande família, essa é a verdade.

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A casinha está saindo do alicerce e indo pras paredes. Ainda tem muito trabalho pela frente. Mas já sei que ela é um sucesso, porque além de estar sendo realizada, que é o principal, ela está nos ajudando a quebrar paradigmas, tanto financeiros como psicológicos. Estamos nos fortalecendo como um grupo que quer fazer acontecer de um modo diferente, e estamos ajudando as pessoas que passam aqui a se conhecerem, a mergulharem num universo tão distante da realidade vivida nos grandes centros urbanos, altamente competitivos.

Só tenho a agradecer ao Universo por ter nos colocado aqui, e agora. Agradeço também ao Hugo e a Manu por acreditarem que um outro mundo é possível aqui, e agora. Como disse Goethe: “O que quer que sonhe poder fazer, faça-o. Coragem contém poder, genialidade e magia. Comece agora”.

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2 pensamentos sobre “A Casinha do Amô – Diário do Emílio

  1. Grande Emílio! Saudades! Quantos sentimentos bonitos. Que toda essa vibração boa possa reverberar em diversos locais através de todas estas pessoas que passam por ai. Mesmo cientes de que estamos em constante mudança, é preciso reconhecer que a passagem por Aritaguá gera uma transformação e tanto em nossas vidas. Acho que justamente porquê um único dia aí já nos permite estreitar a distância entre o sonho e a realidade de um outro mundo, mais simples e melhor. Saímos daí mais esperançosos, mais equilibrados e em paz. Hugo, Manu, Tomé e Nina são luz! Gratidão eterna! Voltarei logo.

  2. Existem por aí muitas almas órfãs, com um nó danado na garganta pela carência de irmãos com quem compartilhar este outro mundo,que não é só possível como já acontece e, vocês, com tanta dedicação nos presenteiam com registros desta experiência. É inspirador por demais da conta!

Solte o verbo!

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