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Nunca ficamos um período tão longo sem aparecer por aqui, peço perdão pela falta de notícias. Mas tanta coisa andou acontecendo nestes meses que não encontrei espaço dentro de mim pra compartilhar o que nem eu sabia o que gostaria de ser compartilhado. Pois bem, não vou ficar aqui chorando pitangas por todo o leite derramado, prefiro dar um panorama de como vai a vida na bolha verde atualmente.

Há mais de um ano somos quase monotemáticos, nossa casa e nosso projeto mais importante neste agora, tem preenchido todas as lacunas da rotina. As obras ficaram paradas por um bom tempo, por uma série de motivos. E, nesse tempo de respiro, nos ocupamos com todas as outras coisas que ficaram em segundo plano por causa dela. A educação das crianças, a relação com a grana, os processos internos de cada um, pequenos ajustes na parceria entre eu e Hugo, os freelas, muita coisa. E foi bom, foi mais que necessário descansar um pouco e aprender a controlar a ansiedade e a expectativa de habitar (fisicamente) este novo lar que vem vindo.

Neste momento, com quase três pontinhos de bateria completos, voltamos ao batente para tentar concluir o que falta. Encerrada a fase das paredes de barro e o trabalho voluntário, estamos com duas pessoas trabalhando na construção do telhado da casinha do amô. Esse, que antes seria um teto verde, como pedia nosso sonho, agora é de piaçava. Trocar o sonho sustentável pelo que a realidade financeira pôde proporcionar foi um belo de um exercício de desapego e aceitação. Mas passamos bem por isso também, era o que tínhamos e poderíamos nesse agora e tá tudo certo. A gratidão também é, nesses momentos, uma bóia na qual nos agarramos para continuar flutuando na inconstância das ondas em alto mar. Somos gratos por tudo e por todas as pessoas que estão conosco neste projeto, sempre e muito.

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No final desta semana teremos o telhado pronto, o que nos enche de alívio também porque estamos prontos para receber a temporada de chuvas com as paredes de barro protegidas. Agora nos faltam o reboco interno e externo, o piso, as poucas coisas de hidráulica e elétrica e um pouco do banheiro seco que está pela metade. E, para terminar tudo isso, falta o que? Thchan tchan tchan tchan: grana! Então nossos dias tem sido uma mistura engraçada de sentir, a combinação doida entre acordar e olhar para a casa semi-pronta, saber que falta muito pouca grana, e dormir com a esperança de algum dos 385757438 e-mails que enviamos diariamente para conseguir trampo seja respondido. E, mais uma vez, olhamos para trás e nos enchemos de gratidão por tanta gente que nos ajudou a chegar ate aqui, essa talvez seja a memória mais bonita que a casinha do amô vai carregar pra sempre na força das suas paredes grossas de barro.

Enquanto isso, o universo que nunca cansa de cuidar da gente, trouxe pra perto uma amiga argentina que conhecemos quando morávamos no Ecocentro IPEC. Maru chegou aqui para fazer o que sabe de melhor nesta vida, oferecer amor em forma de jardins. E, num par de semanas, ela conseguiu fazer do nosso terreno uma lindeza de canteiros onde flores se misturam com frutas, com leguminosas, com árvores, com ervas, com feijão, com cactos, com trepadeiras, com abóboras e muito mais. Nos ensinou a cuidar melhor da terra, nos trouxe a certeza de que temos tudo o que precisamos para plantar e colher o que quisermos, sem precisar de mais nada além do que a matéria orgânica que a natureza nos oferece por aqui. E, por fim, conseguimos agora botar nossas mãos e coração nessa parte tão importante do projeto que sempre ficava para depois, porque antes tínhamos outros mil incêndios para apagar. Como na natureza que nos abraça, tudo tem seu tempo, seu ciclo, sua entrega que leva à harmonia.

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Então seguimos com a cabeça a mil, tentando enxugar ao máximo os custos que temos e tomando pra nós mesmos tudo o que podemos fazer sem precisar terceirizar mão de obra especializada. O reboco, por exemplo, sentimos que pode ser uma aventura e um aprendizado massa para nossa família, inclusive para as crianças. Mas, já o piso, por exemplo, é um trabalho mais específico e que requer cuidado e segurança, não dá pra gente meter o nariz por aí. Enfim, sentimos que estamos atravessando um novo labirinto, mais um dentre os vários pelos quais nos perdemos e nos encontramos durante estes meses de obra. E vamos com tudo, principalmente com a certeza de que encontraremos a trilha que nos deixará na porta de casa, finalmente. (Acho que quando este dia chegar, vou ficar um mês sem dormir, deitada na cama e olhando pro teto. Hahahahaha!). E seguimos também com o peito transbordando gratidão por cada pessoa que veio aqui colocar a mão na massa com a gente, por cada um que contribuiu com a vaquinha virtual, com cada mensagem de amor, incentivo e carinho que não paramos de receber até hoje. Nossa família se sente muito abraçada por cada um de vocês e isso é de uma beleza sem fim no nosso peito!

Ah! E tem outra coisa muito massa que estamos fazendo, logo vamos compartilhar por aqui. Estamos reestruturando o blog, tirando essa cara sem graça que ele tem e pensando em coisas legais para agregar aos posts. Provavelmente este será o último texto antes de mudarmos para a nova plataforma, mas eu passo aqui antes para avisar, óquei?

AGORA, OS CLASSIFICADOS:

  • Se você tem uma empresa, um projeto, um negócio, um amigo, uma vontade, qualquer coisa, que precise de produção de conteúdo/manutenção de redes sociais/fotos/vídeos/pesquisas sobre quaisquer temas legais/blogs ou sites que precisem de colunistas/e o que mais você quiser propor, grita a gente aqui no mmelofranco@gmail.com para conversar e trocar, assim damos um passinho para frente no término da casa. Qualquer trampo é bem vindo e já paga uma diária aqui e outra ali da galera especializada que sabe fazer o que não conseguimos para terminar a casa.

  • Se você quer se aventurar a aprender a fazer o reboco de uma bioconstrução (não é um reboco “normal”) com a gente, chega mais. Acreditamos que nós e mais uns três voluntários conseguiríamos terminar essa parte importante antes da temporada de chuvas também. Se animar, liganóis no mmelofranco@gmail.com também!

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8 comentários em “Notícias do front!

  1. Olá. Conheci hoje o blog e confesso que me animei. Há um ano eu e meu marido estamos com vontade de ir embora de são Paulo com nossos filhos. Confesso que falta a coragem por parte dele, o que é engraçado, pois eu nasci e me criei aqui em são Paulo, já ele foi criado na roça. Mas quero muito ir, tentar ter e dar uma vida melhor pra mim e meus filhos.
    Vcs são meu incentivo.
    Obrigada

  2. Descobri suas notas semana passada, num curto espaço de tempo li tudo e estou apaixonada. Fico na espera por novas notícias :*

  3. Estou fascinada pelo seu blog!!! Sempre desejei uma vida serena, viver do que tu próprio planta, construir tua própria casa e eu fiquei encantada quando vi que tu realizou isso. Desejo felicidade para ti e tua família e aproveitem muito essa experiência maravilhosa.
    Desejo fazer isso depois que terminar minha faculdade, me deseje sorte.

    OBS: Sua casa ta ficando LINDA!!!!

Solte o verbo!

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