O amor livre

Sinto que esta é uma boa hora para falar sobre ele. A princípio, porque é o primeiro texto de 2015 e nada mais justo que ele venha enfeitado daquilo que desejamos ao mundo inteiro nesses 365 dias do novo ano. Depois, e principalmente, porque hoje consigo verbalizar com toda a minha verdade o que esse … Continue lendo O amor livre

A família

Uma das coisas que mais tenho pensado ultimamente é sobre regressar ao ninho. Depois de saírmos da Chapada, estamos passando um tempo em Minas, onde nascemos e fomos criados com asas, estas que nos levam e trazem de volta quando não sabemos o rumo certo a seguir. Um porto seguro sempre vai ser um porto … Continue lendo A família

O primeiro ano

Em julho de 2013 a gente abria essa gaveta de devaneios e derramava uma despedida. Estávamos quebrando uma barreira, pulando um muro, rompendo bordas, demolindo paredes e fronteiras também geográficas. Como no tempo de um suspiro profundo que circula pelos cantos do corpo antes de sair  do peito, um ano já se passou desde que … Continue lendo O primeiro ano

A rede

Esta gaveta de devaneios aqui é meu divã, é nela que entro toda vez que preciso entender alguma coisa que tá acontecendo na bolha verde e no meu peito. Sempre tive a sensação de que quando a gente "fala", consegue visualizar melhor o sentimento, como se a as palavras fossem o corpo do que perambula … Continue lendo A rede

O sumiço – II

  Sumimos, né? É que o mundo subiu no telhado por aqui, árremaria! A gente tá num momento de reorganizar as gavetas, tirar poeira, jogar água, colocar coisa nova no lugar das velhas, repensar, transformar. E esse momento tá pedindo um silêncio, uma calmaria no ninho, atenção redobrada pra tudo aqui dentro. Então peço desculpas … Continue lendo O sumiço – II

A mulher

O exercício de se desprender de certas coisas parece ser infindável por aqui. Quanto mais tempo ficamos, mais nossa percepção sobre algumas relações vai mudando e exigindo da gente uma faxina interna daquelas de suar a camisa. Estamos meio cobra trocando de pele, aumentando um gominho na ponta do chocalho, amadurecendo e ficando (ao menos … Continue lendo A mulher

A viagem

Depois de nove meses saí da Chapada para voltar a Minas, rompendo, pela primeira vez, as barreiras dessa nossa bolha verde. Por isso andei ausente aqui do Notas e também por isso voltei correndo, pra tentar organizar em palavras esse furacão que a viagem provocou no meu peito. Tem hora que eu preciso cuspir as … Continue lendo A viagem

O sumiço

Gente, ando meio sumida deste devaneio sem fim que é o Notas. Mas é que andei viajando e só agora voltei pra casa, ufa! Tô organizando a vida dentro e fora do peito e já venho contar como foi esse primeiro rompimento da bolha verde! Beijo pra todo mundo! Manu

O orgânico

Desde que chegamos aqui, plantar nosso próprio alimento esteve no topo da lista de "prioridades". Não só porque temos espaço de sobra pra isso, não só porque é um "hábito" de quem mora na roça, não só porque queremos diminuir nossa lista do supermercado e nossos custos ao final do mês. Mas porque queremos e … Continue lendo O orgânico

A grana

A dependência exagerada do dinheiro sempre foi uma feridinha no nosso pé (pra não falar uma pereba mesmo!). O lance de trabalhar pra pagar contas, trabalhar mais porque as contas aumentaram, ganhar mais porque precisa-se de mais e precisar custa caro, soa pra gente como correr atrás do rabo. Então, quando nos mudamos pra cá, … Continue lendo A grana

A mãe

  Ando tomando uma rasteira atrás da outra da maternidade, vim aqui hoje chorar minhas pitangas com quem costuma, gentilmente, visitar essa minha gaveta de devaneios. Minha doce ilusão de que tudo seria mais fácil nessa segunda viagem ao fantástico mundo das mães virou purpurina no vento. Algumas coisas “técnicas” até são, tipo os truques … Continue lendo A mãe

O povo

A vida sempre me presenteou com gente linda enfeitando todos os cantos pelos quais passei, lucky me! É como se nesse processo doido de preencher as linhas do caderno em branco que nascemos fossemos encontrando letras, palavras e desenhos que se encaixam e vão construindo nossa história. Muitas delas me deram conforto, interrogações, alegria, amor. … Continue lendo O povo

O perrengue

Muita gente pensa que nossa vida aqui é um mar de rosas, um conto de fadas, propaganda de margarina. E essa gente toda tá quase certa mesmo, estamos caminhando pra isso porque nós realmente queremos essa vida. Mas todo percurso, tenha ele o destino final que tiver, tem curvas, buracos, quebra-molas, pedras, pneu furado. Conosco … Continue lendo O perrengue

A saudade

Quando a gente tem alma cigana, aprende-se a ser amigo da saudade. Na verdade, essa é quase uma imposição da vida fora de casa, me dei conta disso bem cedo, quando juntei minha matula e fui viver longe da família, aos 16 anos. Às vezes, sinto que minha alma resolveu viver essa amizade meio que … Continue lendo A saudade

O cúmplice

Eu sempre acreditei em um grande amor, desses que preenchem os cantos do corpo e tomam a alma inteira da gente. Eu sempre quis esse amor. Eu sempre soube que a vida cruzaria nossos caminhos, fosse como e quando tivesse que ser. E acho, cá com meus botões, que essa certeza foi plantada em mim … Continue lendo O cúmplice