O amor livre

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Sinto que esta é uma boa hora para falar sobre ele. A princípio, porque é o primeiro texto de 2015 e nada mais justo que ele venha enfeitado daquilo que desejamos ao mundo inteiro nesses 365 dias do novo ano. Depois, e principalmente, porque hoje consigo verbalizar com toda a minha verdade o que esse sentimento representa para mim e pra nossa família. É importante dizer que esse devaneio particular e atrevido sobre um sentimento tão universal é escrito à quatro mãos, eu e Hugo pensamos e sentimos juntos cada palavra derramada aqui.

Há tempos enxergamos que o amor é a chave de tudo, a tampa da panela, o X da questão, o pingo do i. Foi ele o fio condutor para nossas maiores conquistas, nosso encontro de almas, nossos filhos, nossa felicidade. Mas, mesmo sem saber e muito satisfeitos com o que já tínhamos, não conhecíamos o amor puro e genuíno. Vivíamos então, até o tempo mágico dessa descoberta, um amor vestido com roupas sociais, amarras, tabus, gêneros, pré-conceitos, sexo, medidas, imposições, obrigações e zilhões de “acessórios” que o impediam de ser puro, pelado, ser só o amor em sua essência e verdade absolutas.

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Foi então que Hugo, com toda a efervescência da revolução que pulsa em seu peito desde sempre, me propôs a reflexão sobre o amor livre. Me senti tão perdida nessa hora que minha cabeça rodava em círculos e não conseguia imaginar outro fim pra mim senão cair de tontura no chão. Começar a pensar o amor despido de amarras sociais dentro de um relacionamento romântico, um casamento tradicionalmente monogâmico é como começar pela pior (leia-se melhor) parte, árremaria! Antes do sim ou não para essa aventura, meu peito gritou pela necessidade de entender melhor o que o amor livre queria me dizer e onde poderia nos levar. Me joguei então nos diálogos intensos com o Hugo, li muita coisa na internet, ouvi a experiência de amigos, respirei fundo e fiz silêncio.

E foi esse silêncio que trouxe o entendimento que eu mais precisava e nenhuma palavra lida ou ouvida havia trazido ainda. A clareza de que esse sentimento genuíno não deveria existir somente como opositor ao amor romântico, mas sim como algo infinitamente maior, algo que gostaríamos de ensinar aos nossos filhos e espalhar pelos sete mares. Além disso, a certeza de que todos nós viemos a esse mundo com o coração cheio desse amor puro, ele sempre foi meu, era só um momento de sacudir a poeira da vida e redescobrir esse tesouro. Então meu peito se abriu como um portal e começamos nossa caminhada de mãos dadas rumo à liberdade que nos foi negada pela crueldade dos tabus sociais.photo 4

Não, não foi e ainda não é 100% fácil se despir de algo que você acreditou a vida inteira, mesmo que por falta de opção. E, como já disse antes, começar a prática desse processo dentro do casamento é ainda mais complicado do que dentro de qualquer outro tipo relação. Mas é também a mais intensa, a mais profunda, a mais bonita, a mais real e talvez a mais necessária.

Foi foda entender toda a imensidão do desapego, descobrir que ele anda de mãos dadas com a confiança no amor que se constrói diariamente, sacar que a felicidade do outro não mora única e exclusivamente em você e na relação que vocês têm, e nem a sua! Foi uma paulada na orelha deixar o outro ir, se permitir ir também sem se deixar vencer pelo medo de ninguém voltar. Foi dolorosamente libertador entender que, se você realmente ama alguém, você respeita a liberdade desse espírito e ama tudo o que o faz feliz, mesmo que não seja ou não venha de você. E tudo fica mais claro ainda quando você tira o seu umbigo do centro do mundo e entende que o egoísmo é carro sem freio em ladeira abaixo. Libertar o outro só é genuíno quando você se permite essa liberdade também, a coisa só funciona quando é boa para ambas as partes. Confesso que, sem o suporte do Hugo e a certeza do seu amor sem medida, as coisas teriam outro tom.

O ciúmes, o apego, a fidelidade prometida, o medo, a insegurança, o contrato, tudo isso esconde a pureza do amor e o condena a uma vida leviana. Não é justo que sejamos esse sentimento opacoh quando ele deveria ser o brilho que conduz toda nossa existência.

Passado esse primeiro momento de nos despir da sujeira acumulada por anos nas paredes do nosso coração, é hora de deslizar na suavidade desse amor livre, genuíno e verdadeiro. Um processo lindo de ser a verdade que buscamos nos outros, a verdade que queremos mostrar aos nossos filhos como a opção que nunca tivemos. Amar sem arestas é como multiplicar por mil a grandeza desse sentimento universal. É bonito por demais ver a coisa se alastrando, ver as energias comuns se atraindo, seu ciclo de amigos crescendo de gente aberta às aventuras do mundo.

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Hoje somos infinitamente mais felizes que antes, somos mais completos um no outro e nos pertencemos com a força do vento que corre solto. A liberdade é a maior prova de amor que qualquer relação pode ter, a consciência do amor genuíno é indescritivelmente libertadora. É fato que ainda nos esbarramos em algumas esquinas, percebemos tropeços, nos permitimos conversas e insatisfações. Nenhum processo é tão simples que se resolva em pequenos passos do ponteiro. Ainda estamos caminhando, ainda estamos nos construindo como espíritos inteiramente conectados à força maior do universo, o amor.

Sentimos que nos conhecemos mais como homem, mulher e parceiros que somos. Estamos tão próximos que nos vemos dentro, sempre de olho na distância leve dos respiros individuais. Respeitamos mais nossos desejos que pulam vivos do peito direto pra boca, sem nenhum receio de mágoas ou proibições. Vivemos e nos entregamos por inteiro, dormimos e acordamos um nos braços do outro sempre certos de que assim será pelo tempo infinito que durar, e que será sempre puro feito água da nascente. Oferecemos ao nosso amor tickets de viagem para destinos desconhecidos e, toda vez que ele volta, chega maior e mais bonito, volta mais forte e certeiro.

Sem a mínima intenção de catequizar o amor livre, deixamos aqui nossa experiência pessoal na intenção de levarmos esse questionamento pra frente. Sim, o amor precisa ser uma pergunta, acima de tudo. Como, quando, onde, por quem, por que, de que forma, mais, menos, leve, pesado, verdadeiro ou não. Permitir o questionamento é caminhar rumo à transformação, principalmente quando é possível fazê-lo sem o peso do julgamento precipitado.

Então, que possamos amar mais, que sejamos a mais pura essência desse amor, que sejamos mais a verdade que esperamos do mundo, que consigamos nos transformar em espíritos mais evoluídos e amáveis, que sejamos valentes para nos despir das terríveis amarras impostas, que possamos respeitar mais a liberdade de ser.

Ninguém é amor pela metade e ninguém é livre sozinho!

Sejamos!

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175 pensamentos sobre “O amor livre

  1. Gostei do texto. Relevante. Interessante ver os julgamentos e os incômodos nas respostas. É incrível como a lavagem cerebral social que recebemos desde pequenos realmente nos coloca numa situação que qualquer coisa difrente do que introjetamos nos incomoda. Mesmo quando o corpo ou o coração ou a alma pedem diferente. Vai dizer que nunca se sentiu atraído por outro(a) fora do casamento? E vai dizer que não se podou quase que imediatamente? A humanidade precisa colocar uma coisa básica na cabeça: todos esses conceitos foram inventados, por alguém, em algum momento. Não são verdades absolutas, são relativas. Não é certo nem errado ser monogâmico, assim como não é certo nem errado não o ser. É mais do acordo de cada um. Pra mim errado é não fazer o que se quer, se podar e virar energia ruim no mundo. E certo é tudo o que te faz sentir bem contigo mesmo (desde que não haja danos a outros ou à propriedades dos outros). É uma questão de acordo com as partes. Uma vez me descreveram o machismo assim: “o compromisso com o próprio desejo” e como as mulheres ainda não descobriram isso. É não ser comprometido com o outro, mas com os desejos próprios primeiro. Não quero trazer o machismo pra essa conversa de jeito nenhum. Nem sou feminista nem machista. Mas queria chamar a atenção para uma definição muito boa. Parece egoísmo? Acho não. Acho saudável. A gente é egoísta de todo jeito, porque passamos boa parte do nosso tempo fazendo de tudo pra satisfazer de certa forma nossas cabeças, nossas consciências, como pensamos — e disfarçamos como podemos com todo tipo de desculpa!

    O problema é que não somos suficientemente indepedentes para honrar “o compromisso com o próprio desejo”, ou seja, dependemos emocionalmente demais dos outros (e às vezes dependemos também fianceiramente ou fisicamente, etc). E vivemos esse sonho que só uma pessoa pode ser tudo na nossa vida. Aí nos apegamos. Quando aprendermos que nos bastamos — e isso não exclui apreciar e até mesmo adorar a companhia dos outros — nos tornaremos mais confiantes sobre de onde vem a verdadeira força: de dentro de nós, não dos outros ou das coisas. Se todo mundo fosse mais comprometido com seu próprio desejo aposto que seríamos mais felizes. Uma porque é bom demais, deixa a gente leve, feliz, satisfaz (mas isso foi atrelado com o “pecado”: ser feliz, fazer o que se quer é pecar! Até quem não é religioso tem essa impressão). E negar isso é ser paroquial demais, é repetir o que nos foi dito, é viver a vida de outrem, é seguir a manada. E a gente sabe o que acontece quando seguimos a manada. A gente não vive como quer, mas como nos dizem pra viver.

    Quando a gente se incomoda é bom prestar atenção, às vezes queremos fazer o mesmo e não nos permitimos. Isso é uma das maiores violências do mundo. E só gera energia ruim, porque a gente nunca se poda sozinho, a gente sempre quer podar os outros também, porque a gente não aguenta assistir de camarote. E quanto aos filhos, é questão de como tudo fica entendido, aceito e SENTIDO. É a emoção do negócio e não exatamente a regrinha seguida que faz a diferença de como os filhos percebem tudo. Se os pais estão realmente ok, os filhos estarão ok. Se a gente não é feliz vai exemplificar como isso aos filhos? Aplaudo daqui Manu e Hugo.

  2. Manu, muito corajosa a sua abertura para viver um amor livre dentro do casamento. E ainda por cima assumir isso em um blog! Acho linda sua postura. O texto é muito bonito e nos inspira bastante. Tudo de bom para você e para sua família que é cada dia mais linda!

  3. Muito bacana as histórias de vcs, tenho acompanhado! É muita coragem viver esse tal “amor livre” dentro dessa nossa sociedade tão quadrada. Parece-me que vcs formam um casal que realmente pretende superar os padrões sociais.

    Porém como sou um ser ainda muito ligado aos padrões sociais caretas (rss), me explica como funciona esse tal amor livre, pois eu nao entendi muito bem: há regas nesse tipo de amor? vc pode amar, ter relações sexuais com outras pessoas (homens e mulheres)? ter filhos com outros homens e mulheres? O Hugo também? e ninguém fica magoado? Vcs so praticam esse amor com pessoas que partilham dessa mesma ideia ou pratica com qualquer pessoa? Vcs deixam claro que se trata de uma pratica de amor livre para a terceira pessoa envolvida?
    Sei lá… fico imaginando se eu fosse uma das pessoas que o hugo ou vc se relacionasse e se eu me apaixonasse por um de vcs e quisesse uma relação monogâmica? ou se quisesse ter filhos com o Hugo ou adotar com vc, como vcs agiriam comigo? Ou seja, é possível vc formarem uma família paralela? qual a diferença do amor livre para, o que nós seres normais e caretas rss, chamamos de crise no relacionamento?

    Sei que as perguntas parecem esdrúxulas ou ofensivas, mas não é, e desculpe se parecer ofensivo pra vc, mas é pq esse tal amor livre me deu um nó na cabeça, to cheia de duvidas…

    Desejo, paz, amor e sabedoria ao casal!
    abraço

    • Oi Nadir, td bem?

      Me identifiquei com sua resposta e acredito ser a dúvida de todas as pessoas a qual seus parceiros propõe uma relação de “amor livre”, mas confesso que fiquei bem intrigado se houve resposta de suas perguntas…

  4. Olá, Manu!

    Encontrei o seu blog enquanto pesquisava sobre a mudança da vida na cidade para a do campo. Fiquei tão empolgada com suas palavras que comecei a ler a algumas horas atrás e não parei até agora!
    Gostaria de fazer na verdade uma pergunta sobre o sítio. Conseguiram se estabelecer no campo, foram forçados a sair da terra ou foi uma decisão tomada em conjunto com sua família? É que essa mudança toda no seu tom me fez pensar na minha decisão de ir para o campo. Como dividiu conosco com tanta sinceridade sua experiência de vida, gostaria de saber se pode dividir mais um pouquinho. Tem vontade de retornar à vida no campo ou acha que foi apenas uma fase, página virada na vida de vocês?
    Obrigada e,

    Boa sorte!

  5. Manu e Hugo, vim aqui agradecer novamente. Esse texto é uma referência… estava conversando com meu parceiro sobre esse aprendizado e vim compartilhar com vcs um trecho do que ele me falou, quando os amigos dele o questionaram ele simplesmente disse algo sincero: “vcs não tem suas namoradas e, ainda assim, pulam as cercas e ficam com peso na consciência? Eu não quero esse peso, quero um amor sincero.” – É verdade, não é fácil lidar com as expectativas que a sociedade tem, com o que foi construído a tantas gerações. E enfim, passo tbm p dizer que a energia do universo, a energia do bem é infinitamente maior que qualquer energia negativa. E com o diálogo e cumplicidade, acolhimento e respeito… a liberdade no amor crescerá. Grata a vocês por servirem de exemplo, fomentarem essa conversa. Tenho amigos em comum com vcs, e muita vontade de, um dia, sentarmos para tomar um suco e conversar… Bençãos para seus dias… ❤

  6. Olá!
    Essa é a primeira vez que entro no blog, vim através da coluna do Ivan Martins.
    O texto me pareceu romantizado e as palavras suaves para descrever uma decisão muito pessoal, íntima e talvez arriscada a longo prazo. Minha opinião é que o amor é muito além de algo meramente físico, embora a parte física seja importante de qualquer relacionamento -Porém num relacionamento duradouro, quando a velhice chega, o sexo fica em segundo plano- Ou Entregar-se a outrem que não seja seu cônjuge, de corpo e alma com amor, para mim, entraria nos modelos da poligamia. Me pergunto que tipo de impacto isso teria nos filhos e conseqüências também. Se por acaso num dos envolvimentos esporádicos com outras pessoas envolvesse uma gestação. Seria desejada também? Fruto de um amor real? Enfim, eu não sou a favor, não acredito nessa forma de “amor livre” e muito menos encorajaria ninguém a fazer. Boa sorte.

  7. Olá, família! Acabei de conhecer o seu blog através da coluna do Ivan Martins (http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/ivan-martins/noticia/2015/01/manu-e-o-bamor-blivre.html) e gostei muito do jeito simples, verdadeiro e corajoso com que escreve Manu. Mudar e aceitar o outro livremente é muito difícil. Vivo em constante mudança e acho que não vou parar nunca. Aprendi que a gente tem optar e se sentir confortável, senão a mudança existe pra isso. Grande abraço. Sua família é linda!

  8. “Amor só dura em liberdade
    O ciúme é só vaidade
    Sofro, mas eu vou te libertar
    O que é que eu quero
    Se eu te privo
    Do que eu mais venero
    Que é a beleza de deitar…

    Quando eu te escolhi
    Para morar junto de mim
    Eu quis ser tua alma
    Ter seu corpo, tudo enfim
    Mas compreendi
    Que além de dois existem mais…”

  9. Ler esse texto, me fez pensar em algo que eu evito a muito tempo, por ser tão ciumenta, ver essa coragem de vocês me fez pensar e cair num buraco, caso isso acontecesse comigo.

    No entanto, o “amor livre” acontece sim, escondido, ou fingindo, mas acontece. O seu texto aqui, só fez mostrar um casal que simplesmente aceitou. Mas não sei se o termo “amor livre” deveria ser chamado assim. acho que amor é algo que vai além do desejo carnal. Acredito que talvez no fundo você não queira que o outro sinta realmente amor por outra pessoa.

  10. Muito bom o texto. Que bom que vcs estão felizes. Acredito no amor livre, mas também acredito que cada um possui o seu tipo de vivência. Eu não conseguiria, sinceramente. Para mim, não daria certo. Eu gosto de ter alguém eu dedique toda a minha atenção, e claro, quero o mesmo para mim. Antes eu tinha muitas mágoas de ex namorados mas hoje eu entendo que cada um tem seu jeito, sua visão de mundo, de amor. Se é sincero e leal, todo o meu respeito.
    Admiro vocês, pois imagino como deve ser difícil.
    Um beijo!

  11. Respeito a maneira de pensar de cada um . Mas na minha opinião quem opta por esse amor livre, nunca amou de verdade. Quando se ama verdadeiramente não se tem vontade de estar com outra pessoa , de fazer sexo com outra pessoa, Você não precisa se castrar, é algo natural, nada forçado. Não somos animais irracionais para agirmos só pelo extinto, e o sentimento onde fica ?. Parece mais uma fuga, medo de se doar sinceramente, Se você souber como é gostoso ter alguém que nos ama de VERDADE nos esperando depois de um dia estressante de trabalho, um sorriso de um filho(a) qdo chegamos em casa e diz papai, mamãe eu te amo, meu amigo, é bom demaiiis. Ter alguém com quem se possa dividir os problemas, as angústias, as alegrias .E quando ficarmos velhinhos juntinhos, vejo o exemplo dos meus pais, como eles eram felizes mesmo com suas diferenças. Meu irmão eu não troco esse prazer por nada desse mundo. E se eu morresse hoje eu diria, “morri feliz, sem nenhuma frustração.

    • Olá Lilan!
      Li seu comentário me perguntando o que te levou a interpretar esse texto, que versa apenas sobre a amplitude do amor sem barreiras, como uma espécie de “diluição” do amor. Me pergunto se para ti esse amor está fadado a não ser “de verdade” e precário em intensidade, já que abrangente por demais.
      Para ser específica transcrevo suas palavras: “Se você souber como é gostoso ter alguém que nos ama de VERDADE nos esperando depois de um dia estressante de trabalho, um sorriso de um filho(a) qdo chegamos em casa e diz papai, mamãe eu te amo, meu amigo, é bom demaiiis. Ter alguém com quem se possa dividir os problemas, as angústias, as alegrias.”

      Bem, quando leio a vida dessa família linda, o que não para de saltar à compreensão são os “detalhes de amor” em que a Manu e o Hugo se afogam enquanto casal e fazem florir, enquanto família, na vida do Tomé e da Nina. E além deles!!! Cada texto, em cada frase e foto, faz transbordar até mim esse amor todo, me inundando, me fazendo grata pela felicidade que capto a cada nova leitura (ou releitura…).

      O gosto da certeza do “amor de VERDADE” que você sinaliza, os autores do texto vivem. O sorriso dos filhos, os “eu te amo” espalhados em palavras e gestos reciprocamente trocados, são evidenciados inclusive na motivação para “A” escolha de que trata o blog. A cumplicidade, inerente ao amor verdadeiro, demonstrada através da confiança em compartilhar os problemas, angústias e alegrias, também resta enfaticamente demonstrada ao longo da experiência que essa família resolveu compartilhar com quem quer que dela quisesse saber!!!

      Por tudo isso, não vejo a “mitigação” da verdade/intensidade do amor ao tirá-lo da caixa para que outros mais pudessem nele se fartar. Amor só multiplica quando dividido. Amor-ego, não tem razão de ser. Amor-ágape, sem distinções, limites ou condicionamentos, esse sim, traz proveito tanto a quem o emana quanto para todos os que o receberam.

      Amor, quanto mais, melhor. 😉

      Muita luz e paz no seu caminho!

  12. Ao ler esse blog meu egoísmo se asfixia, minha vontade de viver o outro se amplifica; quanto mais livre me vejo, mais sinto que meus limites se alargam ao infinito da minha capacidade (não muito extenso, confesso, mas em constante expansão). Vejo que posso representar na equação da vida algo muito maior que o alcance de (1+1) cuja inexistência de variáveis limita esta a um único resultado possível.

    Acrescentemos A, B, C e X, Y, Z e nos permitamos ver quão rica a existência de um único ser pode ser e fazer ser memorável a existência de outros seres!

    Gratidão, Família objetivo de vida!!!
    Luz! Que toda luz da vida incida sobre vocês que, ao contrário da escuridão a absorveria para si, refletirão como farol!!
    Gratidão pelo amor que vocês me fizeram sentir.

  13. Excelente texto,amar é o sentido de nossa existência ,regras e convenções só nos impedem de agirmos de forma pura represando nossa infinita capacidade de amar. Gratidão

  14. Admirável sua forma de viver suas crenças. Eu tenho um relacionamento monogâmico e estou muito feliz assim, de verdade! Mas admiro muito quem se abre para novas experiências e deixa o parceiro livre. Tenho uma forma de pensar bem parecida mas no agir sou diferente porque não senti essa necessidade e meu parceiro não estaria pronto para essa aceitação, para ele seria sofrimento na certa e eu o amo muito para magoá-lo. Hoje digo muito sinceramente que não o trairia porque nos respeitamos muito e não sentimos essa necessidade. Mas isso pode mudar a qualquer momento e estou aberta sim para uma mudança, se sentir que isso é salutar para mim e para ele. Se for só para mim aí é traição, então não faria. Isso posto acho que cada um deve ser feliz à sua maneira e que ninguém tem o direito de julgar quem quer que seja ou o que quer que seja, principalmente quando a forma de viver do outro não interfere na nossa vida. Cada um tem sua verdade e deve viver segundo ela, aqueles que aqui te escrevem para julgar e ofender simplesmente não estão maduros o suficiente para sequer refletir sobre o assunto evitando julgamentos. Um brinde à paz e a que cada um cuide de sua vida e deixe os outros serem felizes da maneira que acham correto. Parabéns, você é luz!

  15. Que alegria saber que existem mais pessoas que pensam, sentem e acreditam nessa forma de amar. Grata pelo texto! Muito amor!

  16. Meus olhos transbordam e sorriem todas as vezes que leio esse texto. E não foram poucas as vezes.
    Preciso reler quando meu peito aperta nas amarras do mundo. O amor é um processo tão dolorido quanto bonito, como tudo que se propõe à liberdade, nessa vida tão presa.
    Menina, você é uma flor de cerejeira. Tão bonita que escreve poesias em forma de relatos.
    obrigada.

  17. Eu gostaria tanto tanto que vocês me respondessem, gente… Eu escrevi uma carta ao meu companheiro baseada nesse texto lindo e inspirador de vocês. Decidi pôr para fora a minha vontade de que essa mudança aconteça no nosso relacionamento. Ele aceitou até bem, mas a pergunta é:

    Vocês estabeleceram “regras”? Acordos? Quais? Eu estou perdida, perdida de verdade.

    No mais, muita felicidade, sempre mais, pra vocês todos! Lindos!

    Gratidão!

    • Gostaria de ler essa carta. Passo por dilemas em relação a isso também e sinto falta de trocar experiência com pessoas que enfrentam a mesma situação.

      • Tainah, essa carta ainda existe. Passamos por muitos problemas e quase terminávamos nosso relacionamento, porque na prática, me vi perdida e insegura. Mas estamos nos moldando, nos transformando, porque acreditamos nesse amor (que é amor de verdade e não apego mascarado de amor). Essa transição não é fácil, até porque somos programados pro oposto, pro apego, pro ciúme, pro relacionamento monogâmico, etc. Mas estou dedicada, apesar de confusa. Espero que você se encontre e que reflita bem a escolha, assim como eu. É uma grande mudança, mas está valendo cada escolha.

  18. Tenho 24 anos. Estou há dois num relacionamento, há mais ou menos oito meses moramos juntos. No começo conversávamos muito sobre amor livre, relacionamento aberto, etc. Eu o quis muito desde o começo, esperei até que ele estivesse pronto para namorar. Nessa intenção, pensei que seria capaz de viver o amor livre na prática, mas me peguei mexendo no celular dele, brigando por ciúmes. Nossa relação passa por um momento delicado, eu sei que há entre nós muito sentimento. Talvez seja minha insegurança, talvez seja o tanto de coisas que me disseram a vida toda que era “o certo”, o medo de não vê-lo voltar pra mim. Já li esse e outros textos sobre o tema, mas me vejo apática diante de algo que quero, porém que tenho medo, esse amor livre. Senti o amor de vocês em cada palavra e desejo o mesmo pra mim. Acho que estou perdida tentando recuperar nossa relação e a frustração de transformar o que sentimos um pelo outro em algo não protagoniza nossa relação.

  19. Irmãos, ficaria muito agradecido se pudesse ter um breve contato com vocês. Muito bonito, forte e verdadeiro vosso texto.
    Muita paz e saúde.
    Beijos

  20. Oi galera do bem… estou num processo interno de entender o meu amor e as minhas necessidades, de parar de tentar ser tudo o tempo todo e exigir do outro que seja tudo também… acabei de escrever um texto gigante, nessa minha procura, nessa minha busca e logo depois de salvar o texto, vim até aqui procurar algo que confirmasse o que eu sinto, que validasse minhas divagações solitárias. Encontrei! Não consigo descrever a emoção que senti lendo esse texto! Um eco dos meus sentimentos e anseios, bem na minha frente, puro e livre, como eu acredito. Meu caminho pra chegar aqui não foi fácil, são 16 anos de um relacionamento que já foi tudo, menos livre… meu texto tem umas 14 páginas, por isso, não copiei e colei aqui, mas se alguém tiver interesse em ler e entender minha história e puder ou quiser me ajudar a encontrar algumas respostas que ainda não tenho, por favor, entrem em contato comigo… deixem uma resposta aqui, me digam como encontrá-los… mas se ninguém se dispuser a me conhecer ou a saber o que passei e o que me trouxe até aqui, ler essa página, já valeu cada segundo! Obrigada… parabéns pela coragem e que a felicidade plena faça parte da vida de vocês, pra todo o sempre!!!! ❤ ❤

  21. Pingback: Amor livre | Em busca de mim mesmo

  22. Que texto maravilhoso, me senti tão compreendida ao ler suas palavras… O amor é realmente muito maravilhoso para ser usado da forma marginal que as “normas” obrigam…

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