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Além de muitas outras coisas, viver em coletivo tem se mostrado um desafio. A nossa família já é um coletivo, acho que todas são todas e tem um pézinho na aventura do conhecimento e do respeito ao outro. Aqui é nossa nova casa, um segundo céu pra desbravar depois de ser picado pelo bicho da vida sustentável na Chapada Diamantina.

Nosso pouso agora é em Goiás, num Ecocentro que enche os olhos da gente toda vez que andamos pelos seus cinco hectares de terra fértil, água pura, natureza que brilha e gente de alma transformadora. Aqui conseguimos realizar um desejo antigo de poder trocar boa parte da nossa subsistência por trabalho, um pulo gigante pra chegar cada vez mais próximo ao desapego sufocante da grana. A troca é um troço tão lindo que não me entra na cartola como as pessoas ainda se negam tanto a ela!

A casa que ocupamos é uma bioconstrução que respeita o contexto onde se insere e foi pensada para causar o mínimo de danos possível à natureza, servindo muito bem aos seus moradores. Nossa água é presente da chuva e traz a alegria de nos fazer independentes do sistema público de abastecimento, além de nos deixar orgulhosos de saber aproveitar/cuidar/economizar algo tão importante que a mãe terra nos deu. O lixo é, praticamente, 100% aproveitado: orgânicos para composteiras, plásticos e papéis para dentro de garrafas pet que viram tijolos ecológicos depois de cheios. O banho quente é regido pela presença do sol e o banheiro é seco, todo o material depositado ali é usado como adubo graças a um sistema ma-ra-vi-lho-so que não usa água para descargas, ufa!

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E tem gente. Gente que é daqui, que tá de passagem, de outro país, gente que acredita nessa vida simples e bonita que se vive nesse lugar. Cada pessoa tem sua função, seu espaço, sua personalidade, seus sorrisos, suas fraquezas, seus pedaços. Mas cada uma delas, de nós, é peça fundamental para um todo bem grande. Pois é, aí é que a porca torce o rabo, meu bem! A vida em coletivo é uma matemática com resultados surpreendentes, mas também com equações complicadas na soma de ideias, compartilhamento de opiniões ou divisões de espaços/limites/tarefas. O que não dá pra perder de vista nessa aula é que todo e qualquer exercício que se faça não vale um pingo se não tiver o respeito na frente, alterando diretamente a ordem dos fatores.

E esse desafio veio em uma boa e santa hora, quando a gente se viu completamente imerso na vontade latente de se transformar, de se cavucar pra dentro, de se reconhecer, enfrentar as faltas e se fazer mais puro. Nada melhor que o outro como espelho que reflete, mesmo sem perceber, suas transformações e o equilíbrio que elas precisam ter entre seu bem estar e dos que estão ao seu redor. Aqui tem disso todo dia e é de graça! Paga-se com amor e gratidão pela chance de poder experenciar essa outra possibilidade de ser e de viver.

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A sensação que tenho é que fui sorteada pelo universo para aprender mais sobre a diferença, talvez entendesse menos dessa belezura do que pensava. Apesar de muito atraída por ela, nunca a tinha sentido tão presente nos quatro cantos da minha rotina. Acordar pela manhã e encontrar com alguém é uma montanha russa. Além da sua energia, que pode ter sido afetada diretamente pelo teor dos seus sonhos, o clima, seu humor, a forma como dormiu, suas tarefas, o bolo que queimou ou as flores que recebeu, você precisa lidar com a energia do outro, seja ela boa ou ruim pra vossa senhoria naquele momento. E respeitar. E não julgar, nunca. E esse rebolado exige prática, exige a consciência de que as pessoas sorriem e choram por diferentes razões e essas não são mais ou menos importantes que as nossas, certeza besta que não nos cabe. Respirar fundo ajuda bastante, dá uma fresca no interior do peito e deve estimular no cérebro o canal da tolerância e do respeito!

E cada ponto difícil dessa delícia que é compartilhar a existência, ser parte de um grupo que nada junto rumo àquela praia da transformação, é também um ponto a ser celebrado. As dificuldades que moram dentro das relações são como bússolas que, além de indicar direções, instigam nosso movimento, acredito eu. Essa coisa de ser um no meio de muitos e, ao mesmo tempo, soltar os braços do singular pra abraçar o plural, é rica por demais e nos ensina todo santo dia. Meio que como viver em família mesmo, mas numa proporção e intensidade um taaaaaaaanto diferentes.

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O fato é que temos aprendido muito aqui nessa nova casa tão cheia de árvore, bicho e gente. Temos compartilhado a educação nos nossos filhos com pessoas cheias de consciência e de alegria, gente que espalha amor e carinho por onde eles passam. É lindo ver Tomé saindo de casa cheio de liberdade e voltando todo dia com uma nova informação sobre um pássaro, uma planta medicinal ou uma bioconstrução. Nina se mostra cada vez mais curiosa e atrevida em seu caminhar e na percepção do imenso entorno verde. Os dois, assim como nós, sentem que a família cresceu, agora somos muitos dentro dessa casa e nosso lar continua sendo onde nosso coração está.

A natureza continua sendo nosso guia maior, aquele que ensina em silêncio, muitas vezes apenas pela presença que basta. O tempo dos seus ciclos, a delicadeza das suas transformações, a força que reverbera e a harmonia bonita entre seus elementos tem sido nossa maior inspiração. Esse é o maior coletivo daqui, a mais doce dança entre espaços ocupados e seres ocupantes, todos regidos pela mágica do respeito mútuo.

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Estamos bem, muito melhor que antes, nem tanto quanto amanhã. Estamos aqui e agora, estamos vivendo esse momento de troca, reciclagem e imersão no outro. Gratos, muito gratos pelo universo que tem sido tão generoso com nossos caminhos, nos oferecendo ferramentas vivas para nos transformarmos na mudança que queremos ver no mundo. Tenho pra mim que a coletividade é bonita por demais, sem ela não conseguiria entender a grandeza do todo, não seria capaz de me doar com verdade, não me permitiria ser com tanto afinco. Hoje a minha carta ao universo, a minha gratidão, tem como destinatário esse coletivo que abraçou a mim e aos meus. Que nossa missão, como família e como agentes da transformação na qual acreditamos, seja sempre enfeitada com o respeito e o amor que sentimos pela natureza desse lugar.

Hoje todo o meu amor mora aqui, espalhado pelos quatro cantos da coletividade que me ensina a ser melhor, pendurado em cada galho dessas árvores que me instigam a ser maior.

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32 comentários em “A coletividade (e a casa nova!)

  1. você escreve de uma forma tão linda e profunda… as palavras que escolhe… Obrigada por compartilhar! Felicidades nesta nova escolha! Bom saber que existe um lugar assim tão perto de mim, me faz acreditar mais na vida, no homem, no respeito à natureza! Parabéns!

  2. Que Bacana Manu!
    A nossa pequena família daqui torce muito pela de vocês nesta nova experiência de transformação da nossa grande família! Abrçs bjs na Nina e Tomé, com carinho 💚 Ana

  3. Oi querida! Muito lindo ler esse post! Ainda não nos conhecemos, na verdade nem sei como cheguei aqui, há um tempo atrás, e às vezes leios os posts da busca de vocês que tem bastante a ver com a da minha família. Moro numa comunidade em San Marcos Sierras, Córdoba – Argentina há alguns anos e participo de um movimento chamado Nação Pachamama que traz muito do que tu escreveu aí. Queria te convidar para dar uma olhada no nosso site porque sinto que tu pode encontrar muita coisa afim com o que a tua alma busca: http://www.nacionpachamama.com
    Lê ali sobre a prática que vamos começar a fazer a partir de 1º de março, se faz em casa!
    Beijo,
    Paloma

  4. Linda experiência de vida. Adoro acompanhar a trajetória de vcs cheia de transformações e desapegos. Sejam muito felizes aí!

  5. manu, querida! realmente ler você torna a vida mais bonita! só me questiono se é mesmo preciso ir morar num centro como o ipec pra sentir e possibilitar tudo isso. digo isso porque tudo o que você diz pra mim não é grande novidade, não quando vem de dentro de mim. acho que, no lugar onde a gente vive, nas cidades mesmo, sejam elas pequenas ou grandes, é possível provocar mudanças, pelo exemplo, pelas palavras, pelas relações, pelos valores que se ensina aos filhos… às vezes penso que viver num lugar como o ipec é fácil, pois aí vocês não estão em contato direto com tudo o que uma sociedade capitalista oferece, o consumismo, a violência, a indiferença, os pré-julgamentos e julgamentos… pelo contrário, estão num pedacinho de céu fresco e cheio de coisas bonitas. alimentar o respeito, o amor verdadeiro, a simplicidade, tudo isso se torna um desafio maior quando não se vive com pessoas que pensam como a gente. o caminho é mais pedregoso, é verdade… a vontade que dá é mesmo morar aí, redescobrir a gente mesmo, desconstruir conceitos. mas desafiador também é permanecer onde escolhemos viver, como eu e minha família aqui em dores do indaiá. eu abri mão de trabalhar para cuidar de isabel e francisco, com 4 anos e 6 meses, respectivamente. minha escolha de não trabalhar fora foi e continua sendo apoiada pelo meu marido, que é dentista e, apesar de desiludido com o país onde vivemos, dá duro trabalhando e se capacitando pra cuidar de nossa família. minha presença dentro de casa representa um conforto pra nós, e somos muito cuidadosos ao transmitir valores de simplicidade pros nossos pequenos, o contato com a natureza, o respeito com as pessoas, a liberdade que temos todos, atitudes cidadãs e cristãs… não queremos nos privar e privá-los do contato com o mundo, o mundo no qual vivemos e não num mundo “à parte”, como vejo um lugar como o ipec, por exemplo… claro que posso estar enganada, posso estar dizendo sobre o que não sei. me conte mais sobre essa relação do ipec com as cidades, as pessoas de fora, o mundo e tudo o mais que faz parte do mundo. a sensação que tenho é que vocês optaram por “fugir” desse nosso mundo “normal”. não me parece justo fugir… mas me parece certo também quando esse “mundo” é sufocante. acho que a questão central dessas escolhas é mesmo a relação que a gente se habituou a ter com o dinheiro. querida, um beijo grande. a alegria deixa a gente mais bonita mesmo, como faz com você. estou sempre te acompanhando. beijocas no tomé e na nina.

    1. Ciça querida,
      Me lembro vem de vc me questionando coisas parecidas numa outra vez e acho isso muito saudável. A gente fez uma escolha, a de não viver na cidade e sim mais próximo da natureza. E essa escolha não representa uma fuga, muito pelo contrário, representa uma imersão naquilo que escolhemos ter por perto. Uma imersão numa outra possibilidade de infância para as crianças e de vida sustentável para gente. Possibilidades são justas, eu acho. Você mostra uma coisa e outra, assim está oferecendo o poder da escolha. As crianças poderiam ter um pouco disso na cidade sim, mas talvez exigiria da gente um pouco mais de esforço pra que tudo fosse natural. Viver na cidade e na natureza são duas coisas completamente diferentes, isso não quer dizer que uma é melhor que a outra, são apenas diferenças e escolhas. Temos sim contato com a cidade, as crianças vivem outras coisas que a selva de pedra oferece sim, em proporções menores, claro. Não negamos nada a elas, apenas estamos aproveitando a infância, uma fase de formação da personalidade para oferecer uma educação mais consciente e de forma natural. Hoje eles aprendem que reciclar o lixo é natural, que usar um banheiro seco e economizar a água é normal e é o certo. Não porque contamos isso a elas, mas porque elas vivem isso, entende? Daí, quando crescerem, podem sim optar por outro estilo de vida, mas terão cravadas em si a consciência de outra maneira de se relacionar com o meio ambiente e com o outro. Respeito toda e qualquer forma de educação, de rotina, de vida, de cenário pra vida. Não vivemos uma vida certa ou errada, melhor nem pior do que a dos outros, apenas acreditamos que viver assim é mais bonito pra gente, pros nossos filhos e eles têm nos mostrado que estamos no caminho certo todos os dias, a felicidade e a saúde deles é nossa melhor resposta. O que vem pela frente, não sabemos, estamos presos no agora que optamos por viver, a cidade não nos cabe, essa natureza aqui nos transborda e a ponte entre uma coisa e outra existe sem problema algum.

      Um beijo enorme pra vc e pro pequenos! Muito amor, sempre!

  6. Manu, já acompanho, com o maior prazer do mundo, seu blog há algum tempo! Descobri-o num momento decisivo para mim, meu marido e, consequentemente, para meu filhote: vamos deixar São Paulo? Mesmo? Lembro-me do dia em que resolvemos e brindamos a decisão! Sim, vamos embora!!!

    Ler seus textos me enche de esperança de que existir de outra maneira é possível, é viável!

    Cheguei a um pico de angústia que me sufocava ao ver tantas caras amarradas, tristes nos metrôs, as distâncias desumanas para chegar a um ponto da cidade, meu filho, de 2 anos, preso dentro de um apartamento na maior parte do tempo, ou a uma escola para eu poder trampar, a falta de paciência, a correria até em momentos desnecessários, a ode, muitas vezes estúpida, ao trabalho, a violência, a truculência da polícia, a falta de água…. enfim… sei que pode parecer exagero, pois é claro que tb havia coisas boas, mas nem mesmo elas eram capazes que aplacar ou amenizar o desejo que sentíamos de replanejar nossa jornada!

    Coisas muito bonitas começaram a ocorrer na nossa estrada depois que decidimos arrumar um jeito de sair! Pessoas que, do nada, conhecíamos e que tinham o mesmo pensamento que o nosso (encontramos até um casal com os mesmos nomes!); textos que caíam em nossas mãos sobre algum assunto relacionado a uma vida nova, sustentável etc. E foi dessa maneira que descobri seu blog!

    Quando o li pela primeira vez, entrei em choque com a frase, que se vc me permitir, tornou-se o lema da minha vida: “A nossa escolha nada mais é por viver uma vida larga, não apenas uma vida longa.” É essa frase que sedimentou em meu coração a vontade de encontrar um existir que me permita a plenitude ( sem o ar de romantização que essa frase minha possa ter!). Precisávamos de expansão!

    Gostaria de agradecê-la por tudo! Suas palavras foram fundamentais para a escolha que eu e os meus fizemos!Muito em breve, deixaremos SP. Estamos indo para o norte de Minas! O medinho, a ansiedade que sentimos agora não chegam nem perto da paz e alegria proporcionadas pela escolha que fizemos! Louco isso, mas é quase uma certeza de que tudo dará certo,pois estamos seguindo o nosso caminho,aquele que preenche (pelo menos agora) as vontades de nosso coração!

    Por hora almejo pouco (será?), apenas o necessário para nos devolver nossa saúde física, psicológica e mental: uma casa com um quintal(e que bata sol!), silêncio, natureza, uma hortinha, mais gentileza e comunhão! Pra depois, vários outros planos!

    A gratidão é enorme!

    Beijo grande

    Carol

    1. Oi Carol, tudo bem?

      Eu e meu marido estamos conversando ultimamente sobre fugir da selva de pedra, mas a grande dúvida é pra onde ir? Por onde começar? São tantas questões….

      Pode me ajudar dizendo o que funcionou pra vocês? Quem sabe pode me dar uma luz rs

      Gratidão!

  7. Manu, seus textos são inspiradores!! Muito obrigada! Cada vez que leio os seus posts paro para refletir e pensar na minha vida.Já me considero muitas vezes corajosa por ter saído da cidade grande e ter vindo morar no mato,também abri mão de muitas coisas e fui julgada por várias pessoas. De qualquer forma quando leio os seus textos,vejo que o meu caminho ainda está longe…ainda tenho muito o que percorrer e aprender. Quem sabe o meu próximo passo será encontrar com vocês na Chapada?! Seria uma experiência maravilhosa. Aonde fica essa vila que vocês estão morando? Quais são as “exigências” para fazer parte? Beijo carinhoso, Carol

  8. Admiro demais a tua coragem de tentar coisas novas, vidas novas, estilos, escolhas, tudo. Que lugar legal! Que aprendizado maravilhoso teus filhos terão neste comecinho de vida! Feliz vida nova!

  9. Que coisa boa ver vocês de volta. Estive na chapada diamantina no mês passado e me encantei, entendi o porquê do seu fascínio por lá! Onde fica essa ecovila que vocês estão morando? E será que você poderia fazer um post mostrando sua casa? Claro que não de um modo invasivo, mas só pra explicar como funciona essa casa ecológica, fiquei muito curiosa. Beeijos e continue escrevendo pra gente!

  10. Pretendo acompanha-los por muito tempo, por favor, quero saber muito sobre esse modo de viver e ficar aqui torcendo pela felicidades de todos. Paz e Bem!

  11. Lindo, lindo, lindo! Todo amor e felicidade do mundo pra vocês, suas histórias me inspiram e me deixam mais leve! 😀

  12. Adoro acompanhar o seu blog! Admiro a sua coragem e de toda a sua familia ! Que experiência maravilhosa os seus filhos estão tendo! Serão muito mais livres que todos nós. Não vão cair nas amarras do consumismo, do egoismo e serão mais humanos , mais conscientes com o ambiente e eles são com certeza o futuro que precisamos para esse mundo tão desvirtuado de valores. Seus textos me fazem refletir muito do porque das minha escolhas e valores. Você escreve muito bem e deveria começar a produzir livros para repassar essa vivência , a escolha da sustentabilidade , a harmonia e respeito ao meio ambiente, podia ser um romance, não necessariamente autobiografico. Já vi algumas reportagens sobre comunidades autosustentaveis , são incriveis e muito complexas !! Abraços

  13. oi,,,admiro muito vc e sua família,,,sempre leio aqui e me inspiro muito,,,to a ponto de largar tudo,,essa correria do dia a dia,,,e viver de verdade,,,estou me planejando,,,e vou conseguir liberdade,,,

  14. Manu, estou aqui novamente pra dizer que devorei todos os posts!! Eu tenho certeza que o caminho é esse se desejamos um planeta melhor pra todos. A cada dia você me encoraja mais e mais!! Não sei se serei tão radical assim, porque minha família é muito unida e conectada e queremos algo que seja bom para todos (mas certamente longe dessa São Paulo poluida, barulhenta e cada vez mais violenta. Já vivo numa casinha pequena com jardim e horta no quintal (que minha mãe fez para mim), sou sócia de um clube de campo para amenizar o stress do dia-a-dia, mas isso é pouco pra mim. Talvez iremos para o Sul, para perto do mar, poder olhar e sentir a brisa dele após um dia de trabalho, de preferência uma cidade pequena onde todas as pessoas são mais próximas e que eu possa andar mais de bicicleta e deixar mais o carro de lado, enfim, uma vida mais simples, perto da natureza e com menos consumo desnecessário. Por favor continue postando, você é uma injeção de ânimo pra qualquer um, Você faz a gente acreditar que é possível se libertar dessa selva de pedra mesmo quando muitos sopram nos seus ouvidos que é loucura. Beijão enorme em todos vocês!!

  15. Ola casal… primeiramente parabens por toda essa transformação que fizeram.
    resolvi comentar pois eu e meu marido tambem estamos neste planejamento de vida nova, de sair da cidade stressante para uma vida saudavel… para criarmos nossos futuros filhos de uma forma natural, como acreditamos que deve ser… enfim, queremos o desapego, a troca do vaklor do dinheiro pelo valor de uma vida com qualidade…. eu gostaria muito de me comunicar com vocês para tirar certas duvidas, poucas juro…. rsss…. vou deixar meu e-mail aqui e caso fosse possivel, gostaria ate de saber se ha algum terreno pr perto… pq é dificil saber onde é seguro, e acompanho vcoês e vejo que o lugar é excelente…. eu mesma andei procurando em sites lotes a venda ai pela chapada….
    bom, espero que possamos nos comunicar e quem sabe em breve não nos tornemos vizinhos né?? aí vou aí tomar um cafézinho com vocês e vice versa rssss

  16. Caros Manu e Hugo. Sou Emmerson, radialista em Goiânia. Vou contar rapidamente e história de vcs no meu programa Conexão Ambiental. Abraços e continuem felizes!!!!

  17. E lindo ver pessoas se libertando deste sistema que corrompe almas! Eu preciso disso, viver na natureza, na paz, no amor! Já me decidi e daqui um ano meu destilo é Chapada Diamantina se passagem de volta!
    Parabéns! Toda sorte e amor do universo!

  18. Muito lindo ver você e sua família vierem neste ambiente que proporciona milhões de vezes mais amor ao outro, à natureza e à si mesmo. totalmente inspiradora sua escolha e sua força de vontade para enfrentar tudo isto. observei que ao ver uma foto sua eu disse, mas nossa, o sol do meus sertão deu mais marcas ao rosto dela, e depois me corrigi, a felicidade, a recompensa de se estar vivendo como se quer deu estas marcas a ela. achei profundo e tocante. de fato suas crianças vão mesmo crescer com mais consciência de sua presença e de seu impacto nesta mãe terra e ajudar as próximas gerações também. tenho vontade de viver um dia assim também, tenho um blog de ‘nômades’ hippies lindos para te indicar também – thehomeisroad.com

    torcendo e enviando boas energias pra vcs sempre! Beijos

  19. Primeira vez que leio seu blog, joguei no google a frase “procurando uma vida mais simples” caí numa reportagem que contava algumas histórias de pessoas que abandonaram a cidade em busca de qualidade de vida. Li somente 02 de suas postagens mas já me inspiraram a escrever. Porque já há tempos meu coração vem me dizendo que esse é o caminho e minha alma está clamando por viver mais próxima da natureza. Embora tenha o privilégio de viver em uma ótima cidade da região de Campinas onde existe ainda algum verde, noto que esse estilo de vida que aqui temos não é o que quero para mim e para meus filhos. Consumismo exacerbado, ostentação excessiva, e a escravização total do ser humano para manter esse padrão. E não falo isso olhando da janela pra fora, falo olhando da janela pra dentro. É isso que vejo em minha casa, filhos conectados o tempo toda na internet e totalmente desconectados da natureza. Temos uma área verde no fundo de casa onde há vários pássaros, saguis, lagartos e isso tudo me encanta mas eles nem notam. Às vezes os chamo para verem um pássaro diferente pousado no muro e eles dizem “aham” e voltam para os brinquedinhos. Sei que eles vivem exatamente como a maioria da idade deles, os amigos não estão na nossa casa, estão cada um na sua casa, jogando online. E vejo meu esposo chegar do trabalho todos os dias como se carregasse o peso do mundo nos ombros, e não conseguir dormir à noite, e acordar como se tivesse que ir para um velório; penso mesmo que está velando a própria vida. E eu também, que voltei para o mercado de trabalho há 01 mês, em uma multinacional em uma cidade que fica há 30 km da minha mas que às vezes levo mais de 01 hora na locomoção, enfrentando rodovias lotadas de gente transtornada e atormentada, que também estão indo e vindo sem saber pra quê. Reflito muito sobre tudo isso e sei que não é a esse mundo que eu pertenço. Nasci na roça, onde morei até os 06 anos e depois em uma pequena cidade do Sul de Minas. Mudei-me com minha família aos 08 para essa mesma cidade que vivo hoje, saí de lá quando me casei mas voltei após 5 anos morando em Campinas. Amo minha cidade mas não consigo achar que faço parte desse tipo de vida. Já provei diversas vezes para meu marido através de números que se vendêssemos ou alugássemos o imóvel que temos hoje viveríamos muito bem em um desses lugares onde a especulação imobiliária ainda não chegou. Tenho mesmo 02 irmãs que voltaram para a cidadezinha do Sul de Minas de onde saímos e noto que outros de meus irmãos estão tentados a fazerem o mesmo. O problema é que os filhos já adultos não querem fazer esse caminho e fica difícil ficar longe das crias, eu os entendo. No meu caso, meus filhos ainda não são independentes financeiramente, mas penso que, assim que ficarem, eu e meu “velho” vamos procurar um modo de vida mais sustentável. Já quis muito (e ainda quero) comprar um sitiozinho com água corrente. Penso que de nada adianta viver em uma cidade com preços de imóveis nas alturas se a água acabar. Penso que no futuro vamos mesmo embora para o mato, só espero que nossa saúde aguente os anos que ainda temos pela frente e que eu consiga despertar nos meus filhos essa necessidade de estarmos mais próximos e mais conectados à natureza. Nossa, acho que escrevi demais…desculpa. Desejo que vocês continuem essa jornada e saibam que o que vocês estão plantando nos seus filhos nunca sairá deles. digo isso pro experiência própria. Me sinto muito privilegiada por ter nascido na roça e ter vivido essa vida de simplicidade e alegrias junto à natureza.

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